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INDENTIFICAÇÃO DE CORES

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INDENTIFICAÇÃO DE CORES

Mensagem por CMCP em Sex Set 18, 2015 1:47 pm

SISTEMA INOVADOR DE INDENTIFICAÇÃO DE CORES DE CANÁRIOS DOMÉSTICOS - O CANARÍMETRO

SISTEMA INOVADOR DE INDENTIFICAÇÃO DE CORES DE CANÁRIOS DOMÉSTICOS - O CANARÍMETRO

XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual: Desafios da Engenharia de Produção na Consolidação do Brasil no
Cenário Econômico Mundial
Belo Horizonte, MG, Brasil, 04 a 07 de outubro de 2011.

Luiz Cesar Barcante (CEFET-RJ)
barcante@hotmail.com
Marina Rodrigues Brochado (CEFET-RJ)
marinabrochado@gmail.com

Este artigo apresenta um sistema de identificação de cores de canários domésticos, denominado Canarímetro, criado com base na análise dos mais de 500 diferentes cores classificadas pela Federação Ornitológica Brasileira, FOB. Este produto éé apresentado com uma inovação e é formado pela combinação dos seguintes critérios: seis cores de fundo - branco recessivo, branco dominante, amarelo, amarelo marfim, vermelho e vermelho marfim; quatro tipos de melaninas - sem melanina, melanina negra, melanina marrom e melanina feo; quatro categorias - intensa, nevada, mosaico macho e fêmea; seis mutações - cobalto, eumo, opalino, ônix, pastel e topázio. Além disso, existem outras classificações, como a cor dos olhos (preto ou vermelho), cor dos pés e bicos (claro ou escuro) e impressão visual (azul, bronze, verde, vermelho, prata, canela, asas cinza). A Federação Brasileira de Ornitologia, FOB, classifica os canários domésticos em três segmentos distintos: canários de porte, canários de cor e canários cantor. No Brasil existem cerca de 5.000 criadores que são membros de Clubes Reigionais de Criadores de Canários, que são filiados à FOB.
Palavras-chaves: Inovação, sistema de cores, ornitologia

1. Introdução
Filiada à Confederação Mundial de Ornitologia, a Federação Ornitológica da Brasil, FOB, classifica os canários domésticos, ou canário belga ou, ainda, canário roller, em três segmentos distintos: canários de porte, canários de cor e canários de canto clássico (FOB, 2009).
Existem cerca de 5.000 criadores de canários no Brasil que são membros de Clubes Regionais de Canaricultura, que por sua vez são filiados à FOB (FOB, 2009). A classificação das cores dadas pela FOB para os Canários de Cor apresenta uma lista de 504 nomenclaturas de cores diferentes.
Nesse artigo mostramos as etapas do desenvolvimento de um Sistema Inovador de Identificação de Cores de Canários que substitui esta extensa lista.
Para tanto, descreveremos o que significa inovação e como os princípios vinculados ao tema foram utilizados na confecção do Canarímetro de Cores.

2. Inovação
A palavra inovação é derivada do termo latino innovatio, e diz respeito a uma idéia, método ou objeto que é criado com pouca ou nenhuma semelhança a padrões anteriores. Recentemente, no contexto de exploração econômica de idéias e invenções a palavra inovação passou a ter um sentido mais abrangente, sendo entendida como uma invenção que chega ao mercado e pode dar lucro.
Inovação se refere a busca, a descoberta, a experimentação, ao desenvolvimento, a imitação e a adoção de novos produtos, novos processos e novos formatos organizacionais (DOSI, 1988).
Andreassi (2007) classifica inovação do produto como aquela que engloba um novo produto lançado no mercado e cuja construção técnica, características de desempenho, design, funcionalidade, o uso de materiais e componentes são novos ou substancialmente modificados ou, ainda, um produto existente cujas características técnicas foram ampliadas ou melhoradas. Segundo o autor, a inovação de processos diz respeito à adoção de um novo método de produção ou de uma melhora significativa. O termo “melhora” envolve a introdução de novos equipamentos projetados para fazer novos produtos ou que aumentem a eficiência de um processo de produção existente a fim de reduzir os custos.
A inovação organizacional diz respeito a introdução de novas abordagens para gerenciar ou organizar uma empresa (BARBIERI & ÁLVARES, 2004).
Em síntese, inovação é o processo que abrange todas as atividades técnicas, de concepção, de desenvolvimento e de gestão e que resulta na comercialização de novos produtos ou na primeira utilização de novos processos, incluindo suas respectivas melhorias (OCDE, 2007).
A importância econômica da inovação no âmbito da produção está no amplo processo de projeto e reprojeto nos quais são executadas significativas modificações e/ou pequenas melhorias que convenha ao mercado, atendendo a um completo campo de atividades complementares (KRETZER & TOYAMA, 2008).
O conceito de inovação na produção remonta ao início do século XX (SCHUMPETER, 1912). Segundo o autor, inovação se refere a novas combinações dos meios de produção, a fim de se produzir outras coisas ou as mesmas, com métodos diferentes. Ele divide inovações em cinco tipos, onde “o novo” é a palavra-chave:

 Novo produto ou nova qualidade incorporada a um produto já existente;
 Novo método de produção;
 Abertura de um novo mercado;
 Nova fonte de matéria-prima ou produtos manufaturados;
 Novas formas de organização da indústria

Segundo Schumpeter (1912) as inovações estimulam a economia, favorecem o crescimento e o desenvolvimento econômico. Na medida em que a inovação não é considerada como uma única e bem definida ação, mas uma sucessão de ações interligadas ao processo inventivo, ela exerce um impacto na economia (ROSENBERG, 1976).

2.1 Inovação e patente
Ao investigar a eficácia dos modos de se proteger os retornos financeiros proporcionados por inovações, tais como patentes, segredos, lead time e serviços e vendas superiores, Winter (1987) constatou que a patente tende a ser mais importante para produtos do que para processos. Por exemplo, a patente tende a ser útil nas áreas de farmacologia, em que o produto é facilmente analisado e copiado. Por outro lado, torna-se irrelevante em indústrias com alto grau de inovação, tais como equipamentos de telecomunicações e computadores, onde o ambiente empresarial é tão dinâmico e as patentes se tornam obsoletas rapidamente. Segundo Teece (1986), as patentes proporcionam pouca proteção por causa de requisitos legais para aprovar sua validade ou para comprovar suas violações.

2.2 Requisitos de sucesso de uma inovação
Existem pelo menos três condições que têm que ser atendidas para que uma inovação tenha sucesso (DRUCKER, 2001).
 Inovação é trabalho: Exige conhecimento, assim como em qualquer outra área. Talento, criatividade e predisposição são condições básicas, mas como quase tudo na vida, a inovação transforma-se num trabalho difícil, centralizado e intencional que exige grande diligência, persistência e empenho. Se isto não existir, não haverá talento, criatividade ou conhecimento que ajudem;
 Inovação entendida como uma reação de causa-e-efeito na economia e na sociedade. Se houver uma mudança no comportamento dos clientes, dos canaricultores, dos agricultores, dos médicos veterinários, das normas e regulamentos governamentais, isso acarreta uma mudança no processo, isto é, à forma como se trabalha e produz alguma coisa;
 Os inovadores têm que focar seus pontos fortes, analisando um amplo conjunto de oportunidades. Ninguém inova fora do seu conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes.

Para que haja inovação temos que estar trabalhando próximos ao mercado e focar as necessidades dos clientes.

3. As cores dos canários
Todo canário doméstico da espécie serinus-canaria (WETMORE, 1923) possui quatro características diferentes que compõem a cor das suas penas – seis cores de fundo, quatro cores das melaninas, quatro categoria e seis mutações - que combinadas dão uma sensação visual diferente. Além disso, algumas características são complementares, como a cor negra ou vermelha dos olhos e os tons escuros, claros e vermelhos dos bicos e das patas (VRIENDS, 2001).
Se combinarmos todas as classificações acima, teríamos 6 x 4 x 4 x 6 = 576 cores diferentes, mas algumas cores não podem ser observadas, como, por exemplo, um canário branco nevado pois, a característica “nevada” é observada pela introdução de pequeninas penas brancas espalhadas aleatoriamente pela cor de fundo do canário, e pena branca sobre pena branca é branca. Assim sendo, em nenhum canário com fundo branco recessivo e branco dominante pode ser observada a característica nevada.
Outros fatores também não podem ser observados simultaneamente, como, por exemplo, as cores ditas “diluídas” (mais claras) com as ditas “oxidadas” (mais escuras), como por exemplo um canário da cor Ágata Cobalto com qualquer cor de fundo, pois a característica do Ágata é ter melanina negra com estrias bem finas e claras e sem haver forte dispersão de melanina na plumagem, o que é caracterísica dos canários Cobaltos. O mesmo ocorre com o canários Isabelinos, só que com melanina marrom.
De acordo com a FOB (2009), a descrição das cores dos canários são as seguinte.

3.1 As cores de fundo
São seis – Branco Recessivo, Branco Dominante, Amarelo, Amarelo Marfim, Vermelho e Vermelho Marfim.
A diferença entre o canário branco recessivo e branco dominante é que no segundo aparece uma estria amarela na borda das asas. O amarelo e o amarelo marfim diferem na intensidade da cor, assim como o vermelho e o vermelho marfim.

3.2 As cores das melaninas
São quatro as cores melaninas: não melânicos ou lipocrômicos; melanina negra; melanina marrom e feomelanina. Os canários lipocrômicos são aqueles que só apresentam a cor de fundo. O canário melânico apresenta estrias que acompanham o desenho da cor de fundo e vão da cabeça, fim do bico, até as pontas do rabo e das asas, compondo com a cor de fundo. A melanina negra e a marrom são idênticas em desenho e forma, só alterando a cor. Já a feomelanina apresenta uma cor marrom clara só nas bordas das penas e seu interior permanece com a cor de fundo do canário, dando uma sensação visual “carijó-marrom-glacê” no canário.
Os canários da cor Canela, Isabelino e Acetinado possuem melanina marrom que variam na tonalidade e espessura da estria. O canário da cor Cobre, Ágata e Asas Cinza possuem melanina negra que variam na tonalidade e espessura da estria.

3.3 As categorias
São quatro – Mosaico Macho, Mosaico Fêmea, Intenso e Nevado. Os canários Mosaicos apresentam dimorfismo em relação ao sexo e os canários Nevados apresentam pequeninas penas brancas espalhadas aleatoriamente pela cor de fundo canário.

3.4 As mutações
São seis – Cobalto, Eumo, Ônix, Opalino, Pastel e Topázio, sendo que cada uma delas apresenta caracteríticas distintas que as diferenciam.

4. Cor de fundo branco recessivo e branco dominante
O canário branco recessivo é todo branco e não apresenta nenhuma outra cor em sua plumagem. A diferença entre o branco recessivo e o branco dominante encontra-se nas penas do fim das asas dos canários brancos dominantes, que são amarelas. Esses dois tipos
apresentam olhos negros e bicos e patas claras. Não apresentam mutações, nem são nevados e nem mosaicos.

4.1 Com olhos vermelhos
Os canários brancos recessivos e brancos dominantes que têm olhos vermelhos são chamados de albinos e albinos dominantes. Eles também são não melânicos e têm as patas e os bicos claros. Não apresentam mutações, nem são nevados ou mosaicos.

4.2 Com melanina negra oxidada
As estrias são largas e escuras e a sensação visual que se tem é que o canário é Azul ou Azul Dominante. Ele tem os olhos, o bico e as patas escuras. Podem apresentar todas as seis mutações, mas não são nem nevados nem mosaicos. A figura 1 mostra a formação da cor azul.



Figura 1 – Impressão visual azul

4.3 Com melanina negra diluída
As estrias são finas e escuras. São denominados de Ágatas Prateados ou Ágatas Prateados Dominantes. Apresentam algumas mutações e não são nem nevados nem mosaicos.

4.4 Com melanina marrom oxidada
Ele tem os olhos negros e o bico e as patas claras. Ele é denominado de canela prateado ou canela prateado dominante. Podem apresentar algumas mutações, mas não são nevados nem mosaicos.

4.5 Com melanina marrom diluída
As estrias são finas e escuras. São denominados de Isabelinos Prateados ou Isabelinos Prateados Dominantes. Apresentam algumas mutações e não são nem nevados nem mosaicos.

4.6 Com feomelanina
Eles têm o bico e as patas claras e os olhos vermelhos. Ele é denominado de feo albino macho ou fêmea, pois apresenta dimorfismo em relação ao sexo. Não apresentam mutações e nem podem ser nevados ou mosaicos.

5. Cor de fundo amarelo ou amarelo marfim
Canários que apresentam uma plumagem toda amarela ou amarela clara. Olhos escuros e bicos e patas claros. Não apresentam mutações e nem podem ser nevados ou mosaicos. Sã também chamados de lipocrômicos.
5.1 Com melanina negra oxidada
A sensação visual que se tem é que o canário é verde ou verde marfim. Ele tem os olhos, o bico e as patas escuras. Ele também pode ser mosaico macho, mosaico fêmea, intenso e nevado e pode apresentar todas as seis mutações. A figura 2 mostra a formação da cor verde.



Figura 2 – Sensação visual verde

5.2 Com melanina negra diluída
As estrias são finas e escuras. São denominados de Ágata Amarelo ou Ágata Amarelo Marfim. Apresentam algumas mutações e não são nem nevados nem mosaicos.

5.3 Com melanina marrom oxidada
Ele tem os olhos escuros e o bico e as patas claras. Ele é denominado de Canela Amarelo ou Canela Amarelo Marfim. Ele também pode ser mosaico macho, mosaico fêmea, intenso e nevado e pode apresentar algumas das seis mutações.

5.4 Com melanina marrom diluída
As estrias são finas e escuras. São denominados de Isabelino Amarelo ou Isabelino Amarelo Marfim. Apresentam algumas mutações e não são nem nevados nem mosaicos.

5.5 Com feomelanina
Ele tem o bico e as patas claras e os olhos vermelhos. Ele é denominado de feo lutino macho ou fêmea e, feo lutino marfim macho ou fêmea. Apresentam dimorfismo em relação ao sexo. Ele também pode ser mosaico macho, mosaico fêmea, intenso e nevado. Não apresentam mutações e nem podem ser nevados ou mosaicos. A figura 3 mostra três canários feo nevado lutino macho.



Figura 3 – Exemplares Feo Nevado Lutino Macho

6. Cor de fundo vermelho e vermelho marfim
Aqueles canários que apresentam uma plumagem toda vermelha ou vermelha clara. Olhos escuros e bicos e patas claras. Ele também pode ser mosaico macho, mosaico fêmea, intenso e nevado. Não apresenta mutações.
Cabe ressaltar que se esse canário apresentar os olhos, as patas e os bicos vermelhos ele é denominado de Urucum. Nesse caso, não apresenta mutações e nem é mosaico ou nevado.

6.1 Com melanina negra oxidada
A sensação visual que se tem é que o canário é Cobre ou Cobre Marfim. Ele tem os olhos, o bico e as patas escuras. Ele também pode ser mosaico macho, mosaico fêmea, intenso e nevado e pode apresentar todas as seis mutações. A figura 4 apresenta a formação da cor cobre.


Figura 4 – Sensação visual cobre



6.2 Com melanina negra diluída
As estrias são finas e escuras. São denominados de Ágata Vermelho e Ágata Vermelho Marfim. Apresentam algumas mutações e podem ser nevados e mosaicos.

6.3 Com melanina marrom oxidada
Ele tem o bico e as patas claras. Ele é denominado de Canela Vermelho ou Canela Vermelho Marfim. Ele também pode ser mosaico macho, mosaico fêmea, intenso e nevado e apresentar algumas das seis mutações.

6.4 Com melanina marrom diluída
As estrias são finas e escuras. São denominados de Isabelino Vermelho ou Isabelino Vermelho Marfim. Apresentam algumas mutações e podem ser nevados e mosaicos.

6.5 Com feomelanina
Ele tem o bico e as patas claras e os olhos vermelhos. Ele é denominado de feo rubino macho ou fêmea ou feo rubino marfim macho ou fêmea. Apresentam dimorfismo em relação ao sexo. Ele também pode ser mosaico macho, mosaico fêmea, intenso e nevado. Não apresentam mutações e nem podem ser nevados ou mosaicos.

7. Outras nomenclaturas
Além das nomenclaturas descritas anteriormente, existem outras que ocorrem por uma diluição mais intensa da melanina.
No caso da melanina negra temos o Azas Cinza Prateado, sem mutação, nem nevado ou mosaico, o Azas Cinza Amarelo e o Azas Cinza Vermelho, podendo ser nevado e mosaico. Não apresentam mutação.
Em sendo melanina marrom temos o Acetinado Prateado, sem mutação, nem nevado ou mosaico, o Acetinado Amarelo e o Acetinado Vermelho, podendo ser nevado e mosaico, e não apresentam mutação. Todos os Acetinados apresentam olhos vermelhos.

8. O Sistema Inovador de identificação das Cores
Ele é formado por quatro discos concêntricos e um ponteiro. O disco interior contém todas as cores dos canários com fundo branco recessivo e branco dominante. O segundo disco contém todas as cores dos canários com fundo amarelo e amarelo marfim. No terceiro disco estão todas as cores dos canários com fundo vermelho e vermelho marfim. No quarto e último disco estão desenhadas as seis mutações. Os ponteiros indicam as quatro categorias, duas a duas, intenso & nevado e mosaico macho & mosaico fêmea.
A figura 5 mostra um exemplo de leitura das cores utilizando a cor azul.

Figura 5 – Exemplo de leitura para a cor azul

8.1 Primeiro Círculo: Cores de Fundo Branco e Branco Dominante
Como foi dito anteriormente, o primeiro círculo contém todas as cores com fundo branco e branco dominante. Assim sendo ele é preenchido pela cor branca com um traço lateral amarelo, pois os canários com fundo branco dominante apresentam uma coloração toda branca e uma pequena área de cor amarela nas penas das extremidades das asas. A figura 6 mostra o primeiro círculo.


Figura 6 – Primeiro círculo do Canarímetro

No interior do círculo estão listadas todas as cores dos canários que tem cor de fundo branco e cor de fundo branco dominante, escritos dentro de caixas de texto. Os canários com melanina negra, oxidada ou diluída, tem seus nomes escritos com tinta negra ou cinza. Os canários com melanina marrom, oxidada ou diluída, tem seus nomes escritos com tinta marrom ou bege. Os canários com feo melanina tem seus nomes escritos em branco com fundo de cor ferrugem, pois a feo melanina se deposita nas bordas das penas ficando o interior com a cor de fundo do canário, que nesse caso é branco. O canário Acetinado apresenta a letra “o” em vermelho, pois todo canário Acetinado tem olhos vermelhos, mas não como característica de albinismo.
As caixas de texto têm as bordas com cores diferentes, pois essas cores indicam a cor das patas e bicos dos canários. Os canários com patas e bicos claros têm a borda das caixas de texto claras e o único canário com fundo branco ou fundo branco dominante que apresenta patas e bicos escuros é o Azul.
O interior das caixas de texto apresenta cores diferentes e representa as impressões visuais dos canários. O canário Azul não é Azul, ele tem fundo branco recoberto com várias estrias de cor negra, com tamanhos e larguras diferentes, o que fornece a sensação visual de Azul.
O canário Feo dá uma sensação de cor ferrugem, pelos motivos explicados anteriormente.
Todos os outros canários melânicos com fundo branco dão a impressão de serem prateados.
Além disso, os canários da cor Canela* e o Azul* apresentam um asterisco que indica que eles podem ter uma ou todas as seis mutações que estão no último círculo.

8.2 Segundo Círculo: Cor de Fundo Amarelo e Amarelo Marfim
Segue a mesma regra descrita anteriormente e está representado na figura 7.

Figura 7 – Segundo círculo do Canarímetro

8.3 Terceiro Círculo: Cor de Fundo Vermelho e Vermelho Marfim
Segue a mesma regra descrita anteriormente. Vale ressaltar que existe uma nova cor, reconhecida oficialmente pela Confederação de Ornitológica Mundial em 2009, como a única cor genuinamente brasileira, a cor Urucum, que apresenta a cor de fundo vermelha com as patas e os bicos vermelhos e os olhos negros. A figura 8 mostra o terceiro círculo.


Figura 8 – Terceiro círculo do Canarímetro

8.4 Quarto Círculo: Mutações
Esse círculo é dividido em seis partes iguais, cada uma delas representando uma mutação. No interior dessas partes, estão escritas as cores que apresentam a referida mutação. Por exemplo, a mutação dita Opalino* pode ser observada em todo canário da cor Ágata, Canela, Azul, Verde e Cobre. Já a mutação Topázio não aparece em um canário de cor Canela e assim por diante, de acordo com a figura 9.




Figura 9 – Quarto círculo do Canarímetro

8.5 Os Dois Ponteiros
Um deles representa o canário da categoria Intenso & Nevado e o outro representa o canário Mosaico Macho & Mosaico Fêmea. Eles são opostos entre si e giram livremente como um ponteiro do relógio. Observe que eles não passam por cima do primeiro círculo, pois não existem canários brancos e brancos dominantes intensos, nevados, ou mosaicos machos ou mosaicos fêmeas. Essas características são dos canários com fundo amarelo, vermelho e marfins. Por exemplo, eu posso girar o ponteiro e colocá-lo sobre a cor Cobre* o que significa que eu posso ter um canário Cobre Eumo Mosaico Macho ou Cobre Nevado Topázio ou apenas Cobre Intenso.

8.6 O sistema completo
Ao conjunto de todas as possibilidades de combinações das cores denominamos de Canarímetro de Cores, representado na figura 10.


Figura 10 – Canarímetro de Cores

9. Considerações finais
O conhecimento e domínio da extensa lista de cores dos canários domésticos no Brasil é uma tarefa um tanto árdua, especialmente para os criadores iniciantes e por que não incluir os juízes de canários que precisam ter todas essas informações em tempo hábil.
O Canarímetro de Cores visa facilitar o aprendizado das cores, pois sua construção é baseada sobre o mesmo princípio: se você entender como se lê uma cor, você lê todas as outras, abolindo-se a decoreba da extensa lista de 504 cores.
O Canarímetro pode ser confeccionado em papelão, cartolina, placas de PVC ou qualquer outro material disponível no mercado.
Optamos por não registrar Patente devido às condições explicitadas no texto.
Lembramos que as cores são mutações, que acontecem aleatoriamente, e outras podem surgir com o passar do tempo (SICK, 1984). O Canarímetro pode ser adaptado em função de novas cores que possam acorrer no futuro, pois é fácil porque é simples; é simples porque é fácil!
Referências
ANDREASSI, T. Gestão da inovação tecnológica. São Paulo: Thomson Learning, 2007.
BARBIERI, J. C.; ÁLVARES, A. C. T. Inovações nas organizações empresariais. In: BARBIERI, J. C. (Org.) Organizações Inovadoras: Estudos e Casos Brasileiros. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, p. 41-63, 2004.
DOSI, G. The nature of the innovative process, in Dosi, G.; Freeman, C.; Silverberg, G. et al. (eds.), Technical change and economic theory, Londres: F. Pinter Publ., p.221-238, 1988.
DRUCKER, P. F. The Essential Drucker. New York: HarperColnins Publisher, 2001.
FOB. Manual de julgamento de canários de cor. Itatiba: Federação Ornitológica do Brasil, 2009.
KREZER, J. & TOYAMA M. C. Inovações Tecnológicas e Mecanismos de Proteção aos Direitos Autorais na Indústria Fonográfica. Revista Brasileira de Inovação. Vol. 7 (1), p.177-207, 2008.
OCDE. Manual de Frascati: Proposta de Práticas Exemplares para Inquéritos sobre Investigação e Desenvolvimento Experimental, Coimbra: F-Iniciativas, 2007.
ROSENBERG, N. Problemas del economista en la conceptualización de innovación tecnológica, in Tecnologia y economia. Tradução em espanhol de Perspectives on technology, cap.4, 1976.
SCHUMPETER, J.A. The theory of economic development, Cambridge, MA: Harvard University Press, 1912.
SICK, H. Ornitologia Brasileira: uma Introdução. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1984.
TEECE, D.J. Profiting from technological innovation: implication for integration, collaboration, licensing and public policy, Research Policy, n.15, p.285-305, 1986.
VRIENDS, M. M. The Canary Handbook. New York: Barron's Educational Series, 2001.
WETMORE, A. Canaries: their Care and Management. Farmers' bulletin / U.S. Department of Agriculture -- no. 1327, May, 21pp.
WINTER, S. Knowledge and competence as strategic assets, in Teece, D.J. (ed.), The competitive challenge, Cambridge, MA: Ballinger, p.159-184, 1987.

http://professorbarcante.wordpress.com/
http://centrodecriadoresdecanarios.wordpress.com/ca-658-barcante-nabuco/
http://acetinadosvermelhos.wordpress.com/

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