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O Pintassilgo Vermelho - Carduelis Cucullata

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O Pintassilgo Vermelho - Carduelis Cucullata

Mensagem por CMCP em Sex Set 18, 2015 4:13 pm

O Pintassilgo Vermelho - Carduelis Cucullata

Francis Beneats - Bélgica
Revista Pássaros 23/24
Atualidades Ornitológicas
Arquivo editado em 30/08/2007

Sua Criação e suas mutações

Introdução

Muitos artigos já foram escritos sobre o pintassilgo-vermelho da Venezuela (Carduelis cucullatus), mas raros são aqueles que falam de suas mutações ou de sua criação. Da minha parte, possuo e crio esses charmosos pequenos pássaros desde 1992. Sendo filho de criador devo dizer que a paixão pelas aves me foi transmitida naturalmente pelo meu pai. Como ele, fui atraído particularmente pelos pintassilgos, tanto pelos pintassilgos-verde (Carduelis Spinus) ou outros pintassilgos americanos. O problema sempre foi encontrar bons sujeitos para começar uma linhagem de criação.

A instalação

O meu criadouro mede 6 metros de comprimento por 4 de largura e 2,6 de altura e contém 66 gaiolas de criação, cada uma com 80 cm de largura, 45 de altura e 50 profundidade. Todas essas gaiolas pode ser divididas em duas por um separador. Estas dimensões podem ser importantes, mas eu as escolhi de acordo com o comprimento da parede, com o fim de perder o mínimo de espaço possível e também com a finalidade de um dia mudar de espécie: as dimensões dessas gaiolas são convenientes a muitas espécies de aves. Claro que eu não tenho 66 casais de reprodutores; mas também não tenho uma sala separada só para jovens. Dessa forma eu utilizo os dois níveis superiores das gaiolas (prateleiras de cima) para os casais e os dois níveis de baixo para os jovens quando “desmamam" e durante a muda. Além disso, como a janela não é suficientemente grande para a iluminação do criadouro, a iluminação permanente foi necessária. A iluminação artificial, regulada por um programador, é formada por 6 tubos de néon (Aquastar da Sylvania) de 36 watts (utilizada originalmente para cultura de plantas aquáticas). Penso em substituir estas por lâmpadas melhopres, apropriadas para imitar a luz natural (a fluxo Activa da Sylvania).

Por outro lado também instalei um purificador que filtra o ar 12 horas por dia e fico impressionado com a quantidade de sujeira aspirada pelo aparelho. Não se pode imaginar o quanto de pó existe em suspensão no ar.

Devido a uma taxa anormalmente elevada de umidade tive que instalar também um deumidificador de ar. Deste modo a percentagem de umidade pode ser ajustada entre 70% e 90%.

A temperatura oscila no inverno entre 10 e 15° C e a duração do dia é sensivelmente a mesma que a luz natural, o que quer dizer 9 horas por dia .

A alimentação

Os pintassilgos-vermelhos recebem simultaneamente, dois tipos de misturas de sementes: a primeira é uma simples mistura para canários e a segunda uma mistura de nossa própria composição contendo um máximo de sementes de pequeno tamanho, entre as quais sementes silvestres, de alface branca e negra, chicória, cardo, gergelim, tanchagem, onagra (onagráceas), cravo, painço amarelo etc. Por outro lado, duas sementes que são usadas habitualmente estão prescritas da minha mistura: o niger e a perila. Os pintassilgos só recebem esta mistura uma vez por semana. Nos primeiros dias eles se apressam na escolha das preferidas, mas o fim de semana eles são obrigados a comer as sementes restantes.

A distribuição da ração (pasta) fica suspensa durante os meses de inverno, isto é, de setembro a janeiro. Entretanto, uma vez por semana, dou um pouco de verdura, que não é desprezada, sob a forma de uma folha de chicória comprada num supermercado. A partir de janeiro começo a distribuição da pasta, uma vez por semana.

A primavera, o verão e a criação

Minha ração é preparada com base na pasta Quiko na qual acrescento uma mistura de sementes germinadas do comércio, larvas de tenébrio, Pinkies, pupas de formigas congeladas e a vitamina para criação da firma Quiko, para uma boa fertilidade e um bom crescimento de filhotes.

Esta pasta é distribuída somente uma vez por semana, a partir do início do ano e depois de 15 de março a cada dois dias. O acasalamento é feito entre 15 e 19 de março e os primeiros ovos são postos no meio de abril.

A temperatura no verão aumenta de 20 para 25°C. Os primeiros filhotes nascem no final do mês de abril e geralmente são anilhados no quarto ou quinto dia de vida. Eles são desmamados com cerca de 35 dias de vida quando são então passados para gaiolas que ficam nas prateleiras inferiores.

A quantidade de ninhadas por estação depende da idade da fêmea: 3 para aquelas mais velhas, 2 para as fêmeas de meia idade e às vezes nenhuma para a fêmea mais nova. Considero como resultado normal a obtenção de uma média 3 filhotes para um casal reprodutor (por exemplo: 10 casais = 30 filhotes; a meu ver um bom resultado). Isto é uma média, pois alguns casais poderão ter 10 a 12 filhotes, enquanto outros não terão nenhum; daí eu pensar, que a média de 3 filhotes por casal é boa.

O Outono, o inverno e suas exposições

O pintassilgo-vermelho é um pássaro bem difícil de se apresentar nas exposições por diferentes razões:

- o primeiro e mais importante perigo para a saúde do pássaro é a diferença de temperatura;

de fato, este pequeno exótico é muito sensível às variações de temperatura entre o local onde ele estava no criadouro, a temperatura externa e aquela da sala de exposição;

- em segundo lugar, penso que o nervosismo é o segundo fator negativo que poderá influenciar no julgamento. Este pintassilgo é uma verdadeira bola de nervos, sempre muito ativo e raramente para no poleiro. Ele tem a tendência de sempre estar na grade da gaiola e isto é o que mais se vê. Resumindo: um monte de defeitos difíceis de se corrigir.

- em terceiro lugar, o desenho da cabeça, principalmente do macho; é muito difícil de achar um macho que tenha o limite negro da cabeça perfeitamente regular, predominando os dentes de serra ou gola negra descendo demais sobre o peito.

Meus resultados de exposições

Comecei a apresentar os pintassilgos nas exposições de 1997 onde obtive duas medalhas de prata no Campeonato da Bélgica, uma em conjunto (stam) e uma em individual.

Em 1998, neste mesmo Campeonato da Bélgica obtive duas medalhas de ouro e uma de prata.

Em 1999 o Campeonato da Bélgica me deu três medalhas de ouro, três de prata e duas de bronze.

Em 2000, eu tentei no Campeonato do Mundo de Alicante (Espanha) onde conquistei uma medalha de prata. Uma evolução regular que me encoraja a continuar e esperar melhores resultados nos próximos anos.

Mutações

Como se sabe, as mutações mais comuns existentes atualmente no pintassilgo-vermelho vieram das do pintassilgo-verde (Carduelis spinus). Pessoalmente eu tenho quatro delas:

1-Pastel, também chamada diluída, que é uma mutação dominante;

2 - Canela;

3 - Ágata;

4 - Isabelino; todas estas três ligadas ao sexo.

Pelo que sei, existe uma quinta mutação que seria livre e recessiva, chamada por certos criadores de "ino" e por outros de "topázio". Não conheço suas características mas parece que esta mutação possui os olhos vermelhos.

Em 1998 igualmente apareceu uma nova cor no meu criadouro; de fato, depois da muda, percebi que um dos jovens machos apresentava uma cor anormalmente "azul" no dorso. Esta cor me faz pensar na cor do dorso de um canário mosaico negro-vermelho. Pode­ se igualmente notar que a cor branca do ventre remonta até o meio do peito. Penso que se trata de uma mutação já que em 1999 eu acasalei este jovem macho com sua mãe e eles me deram três filhotes: um macho de cor totalmente normal, provavelmente portador, e duas fêmeas apresentando essa cor característica no dorso. O peito apresenta uma cor que vai do cinza na gola e vai clareando para o branco no ventre. A coloração normalmente vermelha do peito nas fêmeas desaparece totalmente.

Pode-se falar então de uma mutação? A meu ver, trata-se então de uma "nova cor" que qualificaria como mosaico.

O que poderiam me dizer?

Solicito a todos os criadores que me dêem um pouco mais de informação a este respeito. Gostaria igualmente de escutar dos criadores que possuem ou criam pintassilgos americanos, principalmente mutações de pintassilgos­vermelhos.

Podem me contatar (em francês) pelo telefone: 0032(0)19.32.77.77 ou (e, caso de outra língua: inglês ou outra) pelo fax 0032.(0).19.32.88.88 ou por e­mail: f.benaets@skynet.be.

Os resultados da criação em 2000

No que a isto concerne, a criação deste ano foi particularmente sucesso: obtive 92 filhotes com 22 casais. Entre esses filhotes obtive oito mutações canela, quatro pastéis, e uma ágata. Devo fazer um agradecimento particular à minha esposa que apesar das muitas, tarefas diárias ela encontrou tempo para preparar a pasta toda manhã e lavar os bebedouros e comedouros que lhes dou todo dia.

Conclusões

Concluindo, eu posso dizer que os pintassilgos-vermelhos em geral são pequenos pássaros bem agradáveis tanto para se observar como para criar e convido a todos os amadores a tentar sua criação e assim reunir nossa paixão.

Francis Benaets – Bélgica
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