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Pintassilgo Brasileiros

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Pintassilgo Brasileiros

Mensagem por CMCP em Sex Set 18, 2015 4:35 pm

Pintassilgo Brasileiros

Normais e Mutações
Celso Leite Villela
Revista Brasil Ornitológico 64

Os pintassilgos são pássaros granívoros, pertencentes à famí­lia Fringilidae, e gênero Carduelis, existindo no Brasil apenas duas espécies. O Carduelis yarellii e Carduelis magellanica icterica, sendo que esta tem uma sub-espécie o Carduelis magellanica ellani.
O Carduelis yarellii é vulgar­mente conhecido como pintassilgo do nordeste, coroinha, pintassilgo baiano ou baianinho, é encontrado em parte da Bahia e em todo o Nordeste brasileiro. Esta espé­cie também está presente na Venezuela, onde os espécimes lá existentes são bastante semelhantes aos nossos, apenas um pouco maiores.
O nosso baianinho caracteriza-se por ser o menor dentre os pintassilgos brasileiros, medin­do aproximadamente nove cen­tímetros de comprimento, apre­sentando um capuz preto so­mente na parte mais alta da cabeça, indo desde a parte posterior do bico superior até à nuca e lateralmente atingindo a altura dos olhos. As asas apre­sentam fortes marcas amarelas, tendo como cor predominante em seu corpo o amarelo.
É um pássaro que se adapta muito bem ao cativeiro, são ex­celentes cantores, daí a caça ile­gal ser muito intensa, podendo até mesmo levar a espécie à extinção. Mas várias alternati­vas poderão ser aplicadas para evitar seu desaparecimento, tais como: intensificar a fiscalização para controlar a caça ilegal em suas regiões de origem, impe­dir o tráfego de aves não legalizadas e incentivar a criação em criatórios devidamente habilita­dos junto ao IBAMA.
           Carduelis      magellanica icterica, também conhecido como pintassilgo comum, pintassilgo catingueiro, pintassilgo mateiro, dentre outros nomes, dependendo da, região onde ele é encontrado. É o mai­or deles, medindo mais ou me­nos 11,8 cm de comprimento, apresentando a cabeça e até a metade do pescoço totalmente preto, tendo como cor predomi­nante em seu corpo o amarelo esverdeado, sendo o mais popular dos pintassilgos brasileiros. É o que apresenta o maior po­tencial canoro, apresenta um canto bastante variado e a po­pular corrida ou repicada, sen­do a corrida metálica a mais apreciada pelos colecionadores.
A subespécie Carduelis magellanica alleni, também co­nhecido como pintassilgo pinheirinho, medindo 10 cm de comprimento, apresenta as co­res semelhantes às do Carduelis magellanica icterica, sendo ape­nas mais amarela a cor de seu peito.
A adaptação e criação dos pintassilgos em cativeiro é bem fácil, face a sua alimentação ser bastante diversificada, aceitan­do bem diversos tipos de grãos e sementes, farinhadas e verdu­ras. Uma boa mistura de grãos para os pintassilgos deve ser for­mada por: painços vermelho, verde, branco, preto, português, amarelo e alpiste, perfazendo 90% e os 10% restantes forma­dos por aveia, colza e níger. Devem ser oferecidas verduras sem agrotóxicos como couve, almeirão e chicória, além das rações balanceadas para caná­rios do reino, podendo ser ra­ções granuladas, fareladas ou floculadas, como as muitas mar­cas existentes no mercado.
Já fizemos uma experiência utilizando a alimentação exclu­siva dos pintassilgos com ração balanceada floculada e/ou gra­nulada acrescentando apenas verduras e em ambos os casos as aves adaptaram-se muito bem, ficam com belas pluma­gens, cantam muito e reprodu­zem normalmente.
A reprodução dos pintassilgos em cativeiro é bem simples, bas­tando o criador utilizar gaiolas comuns, iguais às usadas para a criação de canários do reino, tomando o cuidado para que um casal não fique vendo outros pintassilgos, pois são pássaros territorialistas e briguentos na época da reprodução. O ponto mais importante no processo de criação de pintassilgos é saber fazer o acasalamento, haja vis­ta que nem sempre o macho que pretendemos acasalar com uma determinada fêmea será o que ela irá aceitar.
É importante que o criador quando chegar os meses de ju­nho ou julho já distribua as fêmeas em suas gaiolas individu­ais de criação, deixando os machos separados, sem que elas os vejam e ouçam cantar.
A partir de setembro ou outu­bro deverá pegar um macho de cada vez, escolhendo sempre aquele que estiver cantando bem e mostrar a cada uma das fê­meas, ele estando pronto para a reprodução, irá cantar para a fêmea, que se também estiver pronta irá aceitá-Io, dando um sinal mostrando-se interessada pela corte do macho. Ela fica bem em pé no poleiro, com ca­beça e bicos dirigidos para cima e batendo-os um no outro, como se estivesse pedindo alimento, e aproxima-se do macho. Este ca­sal está formado. Se isto não acontecer, experimente outro ma­cho até achar um que de certo, caso contrário o insucesso será total.
O macho deverá ser coloca­do na gaiola da fêmea, que nos primeiros dias deverão ficar se­parados por uma divisória, para evitar possíveis brigas entre o casal. Após este período de adaptação, pode-se retirar a gra­de divisória e deixá-Ios juntos.
O ninho deve ser feito de bu­cha natural e colocado na parte da frente da gaiola, protegido por plantas de plástico verde, oferecendo certo grau de proteção para a fêmea. Colocar algodão ou outro tipo de fibra para a fêmea fazer o ninho, que ela faz e refaz várias vezes, põem três ou quatro ovos por postura.
Quando a fêmea está fazen­do o ninho é comum vermos o macho voando atrás dela e can­tando sem parar, isto não é bri­ga e ele não está batendo nela, como muitos passarinheiros acham, isto é o acasalamento que é feito voando. Muitos cria­dores neste período separam os casais por pensar que estão bri­gando e assim perdem a possi­bilidade de criar pintassilgos em cativeiro.
O criador deve tomar muito cuidado com os pintassilgos que aprendem com muita facilida­de a comer os próprios ovos, em especial os machos. Para isto separar o casal com a grade divisória no final da tarde e re­tirar no dia seguinte por volta das 10 horas, após a retirada do ovo e a colocação de um ovinho de plástico/visto que as fêmeas fazem a postura não muito cedo.
O período de criação vai de outubro a fevereiro para os pintassilgos comuns e pinheirinhos e até abril para os coroinhas ou baianinhos. Alguns casais nidificam apenas uma vez neste período, outros duas vezes e até mesmo três vezes. Apesar de haver a possibilida­de de se criar até 12 filhotes por temporada por fêmea, o IBAMA só fornece seis anilhas por fêmea por ano.
Os casais são excelentes tratadores de seus filhotes, ali­mentando-os até mais ou menos 40 a 45 dias de idade. Mas devemos tomar cuidados, porque alguns machos batem nos filhos logo que eles saírem do ninho aos 13 a 15 dias de vida, podendo matá-Ios. É importan­te nestes casos, ao perceber que os filhotes vão sair do ninho, co­locar a divisória na gaiola para protegê-Ios dos possíveis ata­ques do pai. Ele continuará a tratar dos filhotes através da di­visória.
Em nossa criação, a partir de um casal de pintassilgos co­muns, nasceu uma fêmea mutante de cor cinza e já con­segui tirar um filhote mutante, mas não sobreviveu. Vamos con­tinuar fazendo novas tentativas e ver se conseguiremos tirar novos exemplares e fixar esta característica mutante.
Tivemos a oportunidade de ver um exemplar mutante ama­relo de olhos vermelhos (Iutino) e alguns arlequins. Estes mutantes têm poucas possibilidades de sobreviver na nature­za, pois são presas fáceis para os predadores e os amarelos de olhos vermelhos têm dificulda­des de enxergar em dias ensolarados e acabam morren­do de fome, por ter dificuldades de encontrar alimentos, ra­zões pelas quais não os vemos soltos na natureza.
A única forma de se perpe­tuar os exemplares mutantes e se conseguir outras cores seria através da criação em cativei­ro, feita por criatórios amadoristas ou comerciais e em Jardins Zoológicos, devidamen­te autorizados pelo IBAMA dan­do a estas belas aves a proteção que elas merecem para sobre­viverem e reproduzirem, ale­grando seus admiradores, ofe­recendo plumagens que nem a própria natureza nos ofereceu.
Criar é uma forma legal de evitar a extinção.
Celso Leite Villela Fone
(19) 3651.2264
e-mail celsovillela@itelefonica.com.br


Pintassilgo Comum:
Fêmea normal, macho normal e fêmea mutante.


Baianinhos:
Fêmea mutante, macho normal e fêmea mutante.
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