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Coccidiose

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Coccidiose

Mensagem por CMCP em Sex Set 18, 2015 4:52 pm

Coccidiose

Coccidiose
Lavínia I. Rossini
Revista Pásaros Ano 14 Nro 77
Editado em 30 Maio 2010 – Criadouro Kakapo



Definição
A coccidiose é uma doença-parasitária-infecciosa das aves causada por um microorganismo unicelular (protozoário) que ataca tanto aves domésticas quanto aves silvestres. Esse microorganismo pertence à família Eimerilidae. Neste família os parasitas que acometem mais frequentemente as aves pertencem aos gêneros Eimeria e Isospora.

Ciclo Vital
O ciclo vital desses parasitas é realizado parte no epitélio das células intestinais e parte fora do organismo da ave. Estes ciclos podem ser diretos, envolvendo um único hospedeiro, ou indireto, envolvendo a existência de mais de um hospedeiro.
A transmissão dos coccídios dá-se geralmente de um indivíduo a outro através de alimentos ou água contaminada por fezes que contenham formas infectantes desses agentes ou, simplesmente pela presença de outra ave infectada no mesmo ambiente (transmissão aerógena). Essa contaminação constitui problema ainda, quando temos um grande número de animais da mesma espécie alojados juntos, na mesma gaiola ou viveiro ou ambiente. Por esta razão animais silvestres, no seu ambiente natural apresentam menos problemas de infestação por coccidia do que aves criadas em condições diversas do seu ambiente natural.
Expondo de uma maneira resumida o ciclo vital desse parasita, vemos que ele é composto por três fases distintas. Na primeira, que ocorre fora do organismo, o oocisto, presente nos alimentos, forração de fundo de gaiola ou água contaminadas, sofre um processo de maturação chamado esporulação. Nesta fase, dentro de casa oocisto desenvólvem 4 esporocistos, no caso de Eimeria e 2, no caso de Isospora, contendo esporoítos no seu interior. Nesta fase, o oocisto torna-se uma forma infectante que, quando ingerida e pela ação de enzimas torna-se infectante pela liberação dos esporozoítos.
As duas fases que se seguem correspodem à multiplicação e infecção das células do epitélio intestinal, gerando novas formas infectantes, que também serão liberadas, através das fezes, para o meio ambiente, infectando outras aves. É durante esse processo que ocorrem as lesões no epitélio instestinal, que ocorrem as manifestações clínicas descritas abaixo.
O sistema imune ou de defesa do organismo animal apresenta um papel de grande importância nesta doença. Na maioria das espécies, as infestações de grau leve a moderado estimulam o desenvolvimento de uma resistência para infestações posteriores. Esta imunidade tem uma duração e grau variado entre as espécies de aves. Os animais mais velhos, se comparados aos mais novos, apresentam um grau maior de imunidade em relação a estes, como consequência de infestações anteriores. Ainda, as aves mais velhas podem atuar como fontes de infecção na criação, já que podem apresentar a infecção, não desenvolvendo a doença, eliminando oocistos e transmitindo-os mais jovens.

Diagnótico
O coccidiose nas aves pode ser diagnosticada de duas maneiras. A primeira é pela observação das aves na criação. O que se vê primeiro é uma alteração no seu comportamento. As aves que estão acometidas são principalmente as mais jovens, com idade à partir de 2 meses. Estas mostram-se apáticas, com diminuição da ingestão de sementes e emagrecimento. A região da cloaca pode se mostrar "empastada". No fundo da gaiola vêem-se fezes aquosas, algumas vêzes com manchas de sangue. Esse quadro, quando muito agudo, geralmente é seguido de morte.
Outra maneira de se diagnosticar é através de exame parasitológico de amostras de fezes frescas, colhidas do fundo da gaiola. No exame microscópio observam-se formas evolutivas de Eimeria ou Isopora, em quantidades variadas, conforme o grau de infestação.
À necropsia, a nível de duodeno, observa-se espessamento de mucosa, por vezes hemorragias. Também podem ser vistas hemorragias no ceco. O conteúdo intestinal encontrase líquido e, ao longo do trato intestinal observam-se sementes não digeridas. O exame microscópico da mucosa instestinal através de raspado ou cortes histológicos, revela fonnas evolutivas de Eimeria.
A nível de criatório, este quadro pode ser encontrado generalizado ou localizado em algumas gaiolas. Ninhadas inteiras podem ser perdidas devido à infestação severa por estes protozoários.
As lesões que os oocistos provocam na mucosa intestinal, originam uma solução de continuidade, facilitando a entrada de bactérias, que acabam se somando ao quadro e agravando o quadro de mortalidade.

Controle
Para se ter uma criação em boas condições sanitárias, com relação a esta e outras doenças, são necessários alguns cuidados. Primeiro, adquirir pássaros de criatórios que tenham os cuidados sanitários adequados. Não dispensar, em hipótese alguma o período de quarentena, antes de introduzi-los juntos às outras aves e realizar, durante este período, exame parasitológico das fezes. Realizar periodicamente no criatório exames de fezes. Procurar fornecer água e alimentos de boa qualidade. Manter a higiene das gaiolas ou viveiros e limpeza de comedouros e bebedouros. A qualquer alteração no comportamento dos pássaros procurar uma ajuda especializada.

Lavínia I. Rossini, Méd. Veterinária (J. F. Laboratório)
Bibliografia
- J. F. Laboratório Patologia Animal - Curso Prático Avançado de Coccidiose Avícola -Greiner. Ellis, C. - Avian Medicine and Surgery - 1997.
-Da vis; Anderson; Karstad; Trainer - Enfermidades infecciosas e parasitarias de Ias aves silvestres. Editorial Acribia.
Fonte: Revista da União dos Criadores de Canários de Campinas UCCC
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